09/02/2026

Bem-vindo(a) à minha "Casa Literária"

Prezado amigo, prezada amiga.

Criei minha “Casa Literária” como um espaço destinado a abrigar, de forma ordenada, minha produção no âmbito da literatura. Migrei para ela tudo o que estava esparso pelo Facebook, nos meus vários blogues e na plataforma Circle, primeira tentativa de organizar uma “Casa”. Optei por fixá-la no Substack.

Nela, reúno meus artigos, minhas crônicas, meus poemas, os meus contos mais recentes (os antigos estão no livro “O Onomaturgo e Outras Histórias”, que lancei pela editora "Rua do Sabão” em 19 de julho de 2025 — dia em que, como venho dizendo desde então, “nasci” como autor — veja abaixo onde e como adquiri-lo) e impressões variadas e dispersas, como mais um especialista-em-tudo que sou e, como tal, ansioso por dar palpite sobre qualquer coisa.

A criação literária é, a princípio, um ato solitário, egoístico, um tanto narcísico. Eu começo a escrever, primeiramente, para dar vazão a uma pulsão íntima, um desejo somente meu, incontrolável. Eis a face e a fase egoísta da escrita.

Em seguida, quase sempre sem ao menos esperar pelo sétimo dia, cuidado que teve Deus ao criar o mundo, dou a obra por boa e acabada e, a partir desse meu juízo, sinto que está à altura de ser lida pelos outros — ou seja, por todos os demais que, por óbvio, não sejam eu mesmo. Aqui, o aspecto narcísico. Acredito-me tão bom no que faço que me acho digno de ser lido por outros.

O que me contém, por vezes, é a sensação de que o que tenho a dizer, e que o digo por intermédio dos meus textos, será apenas mais uma voz na multidão. Que diferença fará, para a Humanidade, para o público leitor, para minha bolha de amigos, o meu rasteiro pensamento? Ainda assim, o Narciso que vive dentro de mim fala mais alto e se impõe.

Postas tais considerações, chamo a sua atenção para outros aspectos do ato de escrever e da produção literária.

Primeiro, por mais egoística e narcísica que seja a criação, o autor sempre reserva, ou pode reservar, quiçá deva, um espaço indelimitável para a imaginação do leitor. Assim é, ou deve ser, em todos os textos, de qualquer gênero, em especial nos contos, pelos quais sou apaixonado. O leitor há de ser parceiro na obra, numa espécie de coautoria que vá além da mera participação (ler, em si mesmo, é ato participativo do crime de escrever).

Outro aspecto relevante é a importância que um texto possa ter no ambiente social, por suas motivações político-ideológicas. Não me atenho às motivações partidárias; refiro-me ao conjunto de ideias de cunhos social, político e ideológico. A produção do escritor solitário, egoísta, narcisista, adquire, ou há de adquirir, uma dimensão social. Ganha relevância, então, o que o direito consideraria “função social” da escrita literária. Di-lo assim do sacrossanto instituto da propriedade, coisa do liberalismo econômico que dirige toda criação jurídica. E, pensando bem, o que é um texto meu senão um bem integrante do conjunto das minhas propriedades? Está aí o direito autoral para não me deixar mentir.

As minhas crônicas têm, sim, um caráter inegavelmente político, que quase sempre chega às raias do partidarismo. Sou partidário desde a juventude, e lá se vão anos, décadas, porque desde cedo tive a compreensão de que toda política pública começa a ser desenvolvida, ou deveria, no laboratório dos partidos políticos. São as minhas “crônicas sanguíneas”, vermelhas, petistas, socialistas, progressistas, que Você pode ler logo ao se acomodar no sofá da “sala”. E se quiser contribuir com a manutenção da “Casa”, pode adquirir meu livro digital na Amazon, “Crônicas & Agudas”, em que reúno algumas delas, ao preço de R$10,00, ou ler gratuitamente no seu Kindle pelo programa Kindle Unlimited.

Chamo também de crônicas, porquanto datadas e com os pés na realidade cotidiana, as “tretas”, os meus diálogos, que de minha parte sempre tentei travar de modo civilizado, nem sempre correspondido, com meus estimados e equivocados contendores bolsonaristas, pelas redes sociais — WhatsApp, Facebook, pelo ex-Twitter, hoje apenas “X”, ou por e-mail. Travei-os durante a triste era trevosa (em verdade, creio que desde o malfadado, mal contado e mal digerido “mensalão”, quando os “bolsomínions” ainda eram chamados, de modo carinhoso, de “coxinhas”), em que se implantou não uma ideologia, porque de ideias não se trata, mas uma defecção, uma anomalia social e política que persiste em nos assombrar como um zumbi, fantasma de um corpo que resiste a ser enterrado. A tais almas equivocadas reservei, na “Casa”, um cômodo a que designei “oratório”, onde estão as “tretas” em formato de crônica. Quase todas estão também reunidas no livro digital (“e-book”, ou ebuque) “Diálogos civilizados com meus bolsomínions de estimação”, que Você pode adquirir na Amazon por significativos R$13,13 ou ler de graça pelo Kindle Unlimited.

Além delas, há as crônicas personalíssimas, digamos assim, em que discorro sobre acontecimentos de minha vida privada, não raro puxados pela memória, que por vezes remontam a priscas eras, ou dou vazão a meus pensamentos, por assim dizer — e me perdoem a pretensão; é só aparência, reconheço —, filosóficos. Essas crônicas, que não contêm viés político-partidário, Você as pode colher no "jardim", logo ao adentrar à “Casa”.

Sei também que meus poemas têm um caráter primitivo, são malmente elaborados, segundo as técnicas ditadas pelo “doutor bom gosto oficial” a que se referia Drummond no poema “Brasil/Tarsila”, que o poeta de Itabira, MG, compôs sobre a pintura de minha célebre conterrânea de Capivari, SP. Não me deixei levar pela arte de Tarsila, mas meus poemas são minha “arte naïf”, desenhada e pintada em forma de palavras sobre palavras, construção precária a que ouso chamar de versos. Enfim, Você poderá lê-los e deles se embriagar no “bar do bardo”, o bar da “Casa” em que se pode beber à vontade, sem moderação

Há os contos, arte em que sou igualmente aprendiz, um tanto mais dedicado do que como poeta — se é que tenho direito a me arrogar tal condição. Estão na “biblioteca” da “Casa”. A quem quiser ajudar a manter esta “Casa”, há a possibilidade de adquirir contos individualmente, disponíveis em formato digital na Amazon (Ceia de Natal, Anela e Cainã, o telecobrador, cada um a R$2,00; Estertores de um desertor e A inclusão de Terêncio, a R$1,99, ou lê-los no seu Kindle de graça pelo Kindle Unlimited).

E ando-me arriscando a conceber um romance. Um, apenas, não; logo três ou quatro, que venho escrevendo simultaneamente. Leitor caótico que sou, não poderia, por evidente, deixar de ser caótico também como escritor. Do mais avançado Você pode sentir o cheirinho vindo do forno ao entrar na “cozinha” da “Casa”. Como ainda está em preparação, o resultado final poderá trazer diferenças em relação ao que está disponível neste momento.

Enfim, todo esse acervo tem sentido para mim — ou não o teria concebido, ou teria rasgado ou deletado o que escrevi, ou não o teria trazido a público. Atende ao meu egoísmo e estampa meu narcisismo. Mas não faz nenhum sentido manter a “Casa” vazia, sem frequentadores e visitantes que lhe garantam o sopro da vida.

Venho me esforçando, há tempos, para atrair assinantes. Neste momento, já são exatos 911, muitos obtidos a fórceps, aos quais agradeço profundamente pela deferência. As deficiências de minha obra são tantas que, reconheço, têm impedido que meus poucos leitores, se de fato leitores tenho, deixem suas curtidas; mais ainda, seus comentários e, muito além destes, os compartilhamentos altamente desejáveis, para espalhamento da “Casa”. Agradeço, em especial, aos heroicos que se dedicaram a tão penosa empresa.

Prosseguindo nesse esforço é que me dirijo a Você, para reiterar o meu pedido para que acesse regularmente esta minha “Casa”. É inteiramente grátis e assim será por longo tempo, presumo; e gratuito será também o envio, por e-mail, dos meus boletins informativos (as tais “niusléteres”, como esta que Você está a ler neste momento) contando-lhe as novidades deste meu espaço literário.

Você está recebendo esta mensagem porque já é assinante. Peço-lhe, por conta da amizade entre nós estabelecida, que promova este espaço literário entre seus amigos e, de olho no funcionamento dos algoritmos, deixe uma curtida nos textos que mais lhe agradarem, um comentário, ainda que seja para espezinhá-los, e, sobretudo, que os compartilhe em suas redes sociais. São gestos singelos de generosidade que farão um bem enorme ao espalhamento desta minha publicação, pelos quais desde já lhe agradeço.